Quem pode até voltará a comprar, mas, não se adquire saúde

A quarentena está trazendo questionamentos e emoções a flor da pele. O isolamento social, não foi e não está sendo fácil para ninguém. Mesmo os países que já estão, gradualmente, saindo nos mostram que a vida e as experiências serão diferentes.

Como será que foi para um casal em Nova Iorque que mora perto do Central Park, que decidiu ir mesmo durante a quarentena, e quando finalmente chegaram lá encontraram círculos no chão que definiam onde cada um poderia ficar? Os sentimentos vieram nos corações: Ansiedade, Medo, Tristeza.

Já na China no primeiro dia depois do fim da quarentena, uma das lojas de uma marca de luxo, a Hermès, vendeu assustadores US$ 2,7 milhões em produtos, e pode ter alcançado o melhor resultado diário para uma única loja na história do país. O que mostra uma demanda reprimida muito grande e também, diversos sentimentos envolvidos, apenas diferentes dos citados antes. Aqui, provavelmente, estamos falando de Euforia, Satisfação, Liberdade.

Na Alemanha tentam reiniciar os concertos, depois de meses fechado, um conhecido teatro voltou com um espetáculo nessa semana, três assentos separando quem estava na plateia e era necessário que os espectadores usassem máscaras, e só familiares sentaram juntos. Mais uma vez sentimentos estavam florescendo: Dúvida, Curiosidade.

Pesquisas de human behavior, já apontam que em comum em todas essas experiências, é que nada está como antes, ninguém sabe mais o que vai viver, e muita dúvida se estaremos satisfeitos com o que teremos pela frente. Quem viver verá, quem puder vai tentar sim ter um pouco do que tinha antes, mas uma das grandes constatações que a Covid-19 nos trouxe é que sem a vida social, sem saúde para estar do lado dos nossos entes queridos, de quem escolhemos para dividir nossas vidas e experiências, o ser humano não se mostra, em sua essência, satisfeito!      

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