Até onde vai esta onda de SUPER solidariedade?

Tomara que não acabe junto com a Pandemia!

Quem tem algum envolvimento e proximidade com o 3S, o Voluntariado, a Filantropia, viu nessa pandemia algo que nunca tinha acontecido no Brasil: todos os recordes de arrecadação foram batidos.

Nas diversas campanhas criadas por Institutos, ong’s, fundos de arrecadação, e todos os meios ligados ao setor, foi possível atingir a sociedade brasileira no seu âmago.

Que percebeu, como nunca, a gravidade da situação e também que se não fosse feito algo juntamente às organizações da sociedade civil, o colapso da sociedade brasileira teria sido muito maior do que a que estamos vendo aos nossos olhos.

Mas o que a arrecadação, doação, bater os recordes, efetivamente, significam? Isso se reverte em suportar as comunidades vulneráveis, as crianças que iam para as creches no contraturno, os idosos que frequentavam os centros de convivência, os grupos que distribuíam as marmitas para moradores de rua, as redes de voluntários que frequentam os hospitais, e que nesse momento não estão podendo atuar dessa forma.

O que nos faz pensar que o brasileiro que, infelizmente, as pesquisas mostram não ter a cultura da doação, do voluntariado no seu cerne, poderia estar realmente tocado, mudando de postura.

Temos aqui duas possibilidades: uma delas baseada na psiquiatria que quando a pessoa se vê diante de um grande risco, lembra que a morte existe, e para afastar essa ideia, passa a lutar pela vida de um parente, do vizinho e até de quem não conhece, sendo que a solidariedade floresce realmente muito rápido, ainda mais em um país onde as mazelas estão tão expostas como no nosso.

E juntando a isso a neurociência, que mostra a dificuldade que temos de mudança de hábitos, nos leva a pensar que pode ser somente um momento onde o ser humano, esteja lutando contra o que está vendo, e vivendo, nesse caso a quarentena.

E outra que diz que o brasileiro estaria mudando de postura, exatamente por ser sido tão fortemente atingido por essa crise, e o que embasa essa seriam dados como o do Google Trends: que comparou as buscas por “como ajudar” desse início de 2020 com o mesmo período de 2004, e mostrou um aumento de quase 100%. Há um crescimento gradativo ano após ano.

No comparativo com o mesmo período do ano passado, o crescimento é de 25%. E aí a gente lembra que o começo do ano passado foi marcado por tragédias, como a de Brumadinho/MG

Falando de uma outra realidade da esfera social, existe uma tendência nova na Filantropia, do Brasil e do mundo, onde a nova geração quer ver o impacto dos seus valores, da mudança social que buscam, acontecendo. Diferente da geração anterior.

Mas que para isso se realizar, será preciso que esses filantropos sejam bem instruídos a verem seus investimentos como de longo prazo, e a necessidade de terem uma maior proximidade na comunicação com as organizações sociais.  Além de mostrar a esses grandes doadores, áreas que ainda não são bem atendidas, e que eles as vejam como projetos de impacto duradouro. E como conclusão, a única certeza que temos é de que nosso futuro na terra não é dado. Não sabemos o quanto dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis) vamos conseguir alcançar até 2030, nem de que forma, e dado isso, o melhor a fazer é acreditar e batalhar pela segunda possibilidade, na qual o ser humano está sim mais solidário e voltado para as mudanças e melhorias socioambientais. Vamos então fazer nossa parte por esse cenário!

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