Amazônia – pelos olhos internos e os olhos do mundo

Os últimos invernos nunca estiveram tão quentes, os verões no hemisfério norte estão batendo a 40 graus com facilidade, os poucos personagens públicos que tentam ir pela linha de que o aquecimento global é uma ficção já são vistos como insanos.

É fato, agora temos que encará-lo, o que fazer, e como tratar as razões do aquecimento, dá-se voltas e voltas e sempre chegamos na maior floresta tropical do mundo: a Amazônia. E assim todos estão de olhos em nós e querem saber o que o governo local tem feito para a recuperação, ou mais simples para a real diminuição de queimadas e destruição, para torná-la verdadeiramente sustentável.

Como um mote interno diz: “Fazer a floresta valer mais em pé do que derrubada”, pois se vai olhar para dentro quem derruba é quem mora lá, e é muitas vezes porquê não tem opção, vai ganhar mais se derrubar.

Então se ajudar que façam do seu habitat um lugar de onde ele mesmo possa tirar sustento, seja através do turismo, da colheita de importantes itens como: Açaí, Castanha, Guaraná, entre outros assim como a produção de artesanato local, entre outras atividades.

Para piorar, o Brasil tem um Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, com um histórico comprometedor e que já mostra não estar preocupado com as pressões externas que estamos sofrendo por parte de órgãos internacionais.

Será que há um real empenho em salvar a Amazônia e melhorar o clima? Se nós que somos brasileiros duvidamos disso, o que os que não estão por aqui podem pensar….

Muita empresa brasileira, em particular, o agronegócio está muito preocupado com tudo que se passa lá na Amazônia.

Já é praxe, o país de origem deve satisfação em seus relatórios de cadeia produtiva, ou quando já tem um Relatório de Sustentabilidade, dizer como está seu país sede nos índices de queimadas, ou ambientais.

E como disse o Presidente da Suzano em recente entrevista para o Estado de São Paulo: “estamos em um precipício ambiental”, não foi à toa, que muitos empresários escreveram carta aberta para o vice-presidente Mourão para tratar do assunto, onde eles falam que o Brasil têm sim um problema nas mãos, que é antes de tudo estrutural, pois aqui nunca foi desenvolvida a educação ambiental, mas segundo acreditam pode esse ser também o momento da virada e usar do que temos (a própria Floresta Amazônica) para sermos protagonistas e ajudar a mudar o rumo ruim em que todos estamos.

Para isso, precisaríamos de “ações concretas” e darmos a devida atenção e esforços para o tema, para “o Brasil exercer a devida atenção na Cop26” que acontecerá no ano que vem.

E isso ajudaria muito às empresas locais, pois seriamos vistos com outros olhos pelas entidades internacionais e empresas que compram de nós, saindo da frente o risco de sansões. Que para muitos já é próximo.

Então por onde se olha de dentro ou de fora, a questão Amazônica está no centro do debate, dividindo o noticiário com a pandemia.  Ambos temas de Responsabilidade Social!

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